segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Reino Monera

                                   Introdução

 Neste reino estão as bactérias, cujas células são mais simples que as dos outros organismos (sem núcleo definido)é as algas azuis ou cianofíceas. Esses seres são unicelulares e o núcleo da célula não é individualizado, encontrando-se difuso no citoplasma, ou seja sem núcleo definido. Muitas bactérias podem causar doenças, como a cólera, tuberculose, tétano, sífilis, etc. Outras são importantes para a decomposição e reciclagem dos resíduos orgânicos, e mesmo para a saúde humana. Veremos também estudaremos as bactérias, que são seres unicelulares microscópicos, isto é, que só podem ser vistos com o auxílio de microscópio. Existem dois tipos de bactérias, as que produzem doenças são chamadas de patogênicas, as que não produzem são as saprófitas.  

Características dos moneras

Como vimos, as bactérias (do grego bakteria: 'bastão') são encontrados em todos os ecossistemas da Terra. Esses seres microscópios são geralmente menores do que 8 micrômetros ( 1µm = 0,001 mm).
A forma desses organismos podem variar. No esquema abaixo vemos as formas mais comuns encontradas nas bactérias.
Dependendo de sua forma, as bactérias recebem nomes especiais:
COCOS – Têm forma esférica e podem viver isoladas ou em grupo. Quando os cocos vivem dois a dois, chama-se diplococos, se estão formados em cadeia ou rosário denominan-se estreptococos e se estão em forma de cacho, são chamados estafilococos e sarcina vários cocos dispostos em arranjos cúbicos.
BACILOS – Têm forma de bastonetes.
VIBRIÕES – Têm forma de vírgula.
ESPIRILOS – Têm forma de espiral
Apesar de unicelulares, as bactérias também podem existir em grupos chamados colônias. As bactérias cocos, por exemplo, recebem os seguintes nomes de acordo com a forma como estão agrupadas:
Estafilococos- agrupam-se de modo parecido a um cacho de uvas.
Estreptococos - agrupam-se em fileira.
As cianobactérias também chegam a formar colônias e podem ser observadas sob a forma de uma massa escura gelatinosa.

Agrupamento de cianobactérias, imagem de microscópio eletrônico.

As Eubactérias são divididas em dois grupos:


Com Parede Celular
Gram-negativas (12 subgrupos) → Espiroquetas, Bacilos aeróbios ou Microaerófilos, Cocos, Bacilos anaeróbios facultativos, Bactérias anaeróbias, Riquétsias e Clamídias, Fototróficas anoxigênicas, Fototróficas oxigênicas, Bactérias deslizantes, Bactérias com bainha, Bactérias gemulantes e as Quimiolitotróficas.



Gram-positivas (06 subgrupos) → Cocos, Bactérias esporuladas, Bacilos regulares, Bacilos irregulares, Microbactérias e Actinomicetos.

Sem Parede Celular
Micoplasmas → revestidos apenas por uma membrana flexível, permitindo assumir variadas formas.

De igual forma, as Archaeobactérias também se dividem em dois grupos:

Com parede celular

Metanogênicas (produtoras de metano) → Methanosarcina, Methanobacteriu e Methanospirillum

Bactérias halofílicas extremas (desenvolvimento em ambientes com grande concentração salina) → Bacteriorrodospsina


Arqueobactérias dependentes de enxofre (obtém energia a partir da oxidação do enxofre)→ Sulfolobus e Thermoproteus

Sem parede celular

Termoplasmas → bactérias com ausência de parede celular, tolerantes a temperaturas que compreendem 55 a 59 °C e pH ótimo, aproximadamente igual a 2.


Doenças causadas por Moneras


Bronquite: Consiste na inflamação dos brônquios
 Furúnculo: infecção dos folículos das cavidades de onde saem os pelos.
Hanseníase: Parasita que ataca a pele e nervos periféricos, mas pode afetar outros órgãos.
Leptospirose: A transmissão se dá através do contato direto com animais infectados ou com água contaminada por sua urina
Meningite: Inflamação das meninges – membranas que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.
Pneumonia: Uma inflamação dos alvéolos pulmonares, com ou sem infecção.
Tétano: O tétano é uma doença infecciosa e não contagiosa causada pela toxina da Clostridium tetani
Úlcera: São feridas que podem ocorrer em diversos locais do corpo, inclusive na pele.



sábado, 18 de maio de 2013

DNA Mitocondrial


Órgãos Vestigiais



Órgãos vestigiais são órgãos existentes no homem, bem como em outros animais, e que são considerados como vestígios inúteis de estruturas que foram úteis em um estágio evolutivo anterior. Na virada do século foi feita uma longa lista de órgãos vestigiais em mamíferos. Esta lista foi considerada uma evidência convincente da megaevolução. Mais de 80 órgãos estavam nesta lista, que incluía a tireóide, o timo, as glândulas pituitárias, o lobo olfativo do cérebro, o ouvido médio, as amígdalas e o apêndice. Hoje já se sabe que todos estes órgãos tem funções úteis e, não raro, essenciais. Mas na época em que a lista foi feita, ninguém sabia que funções eles tinham. À medida em que foram feitos estudos pelos fisiologistas, esta lista foi encolhendo. Atualmente já se mostrou que a maioria dos órgão chamados vestigiais, especialmente no homem, tem uso definido e não são, de forma alguma, atrofiados.
A lógica usada para se determinar se um órgão é vestigial deve ser analisada cuidadosamente. Se não conhecemos a função de algo, ele se torna um candidato a órgão vestigial. A fraqueza desse argumento é que, quanto mais conhecemos, maior é a chance de que iremos aprender as funções para estes órgãos supostamente vestigiais






Orgão homólogo e análogo


Em biologia, o estudo evolutivo das espécies extintas e viventes, tem como auxílio os parâmetros análogos e homólogos de órgãos semelhantes, em espécies com considerável distanciamento genealógico, sendo a diferença:

Órgão Análogo → aqueles que desempenham a mesma função em certas espécies, apesar de terem origens embrionárias diferentes, ou seja, as células se diferenciam de folhetos embrionários distintos (mesoderma, endoderma e ectoderma), representando apenas semelhança morfológica entre estruturas, em função de mecanismos adaptativos correlacionados à execução requerida pelo mesmo, por exemplo, as asas das aves e dos insetos, diferentes quanto à origem, mas adaptadas ao vôo.

Órgãos Homólogos → aqueles que possuem a mesma origem embrionária e desenvolvimento semelhante em diferentes espécies, embora em alguns casos possa exercer funções diferentes em diferentes espécies, como os membros anteriores de vertebrados terrestres: o braço do ser humano, as asas de um morcego, a nadadeira de uma baleia e a pata dianteira de um cavalo.


Especiação geográfica


Este tipo de especiação alopátrica pode ser descrito por uma sequência de etapas:
• duas populações da mesma espécie apresentam frequências genéticas ligeiramente diferentes, apesar de partilharem o mesmo fundo genético;
• surgimento de uma barreira geográfica natural ou artificial (rios, montanhas, estradas, variações de temperatura, etc.) impede a troca de genes entre as duas populações;
• por acumulação de mutações e por adaptação a condições ambientais diferentes, o fundo genético de cada grupo de indivíduos vai-se alterando;
• os respectivos fundos genéticos divergem, levando a uma incapacidade de cruzamento entre os indivíduos das duas populações – mecanismos isoladores -  mesmo se a barreira geográfica desaparecer;
• populações formam duas espécies distintas.


Lamarck X Darwin


Cladograma


O ser humano e os macacos pertencem à ordem dos primatas, portanto, vieram de um antepassado dos primatas que não existe mais.
As relações filogenéticas entre grupos de seres vivos são, comumente, apresentadas na forma de árvores filogenéticas ou cladogramas (clados=ramo) (FIG. 1). Na árvore, as bifurcações (“nós”) indicam espécies ancestrais que originaram, por evolução, outras espécies. As espécies atuais ficam na ponta dos ramos. Assim, o ser humano e os chimpanzés, por exemplo, teriam surgido de um ancestral comum exclusivo há cerca de cinco milhões de anos.